sábado, 1 de novembro de 2014

Densidade Demográfica


1º A população do mundo cabe na cidade de São Paulo?



                                                                                              Fonte Data Folha

      Vamos então fazer as contas. O mundo tem atualmente 7,1 bilhões de habitantes. A cidade de São Paulo tem uma área de 1.552,986 km2 ou 1.552.986.000 m2 (um bilhão e quinhentos e cinquenta e dois milhões e novecentos e oitenta e seis mil metros quadrados). Fazendo a divisão, temos 4,7 pessoas por metro quadrado. Se pusermos estas pessoas em pé, uma bem do lado da outra, como em um show de um cantor popular ou no réveillon de Copacabana, poderíamos sim colocar toda a população mundial, metro por metro, na área da cidade de São Paulo (inclusive nos morros, no rio Tietê, no parque do Ibirapuera, no aeroporto de Congonhas, na represa de Guarapiranga, etc.). Mesmo que a população mundial aumente para 14 bilhões de habitantes ainda caberia na cidade de São Paulo se todas ficassem juntinhas (9 pessoas por metro quadrado) como no metrô, em horário de pico. Portanto, os céticos estão certos, pois toda a população mundial caberia na vertical, ombro a ombro, no território paulistano.
      Cada pessoa precisa de uma cama para dormir, se possível um quarto, no mínimo, poderia compartilhar um banheiro, uma cozinha, uma sala, uma dispensa, etc. Ou seja, as pessoas precisam de moradia e toda construção ocupa espaço. As pessoas também precisam de escola, hospitais, mercadinhos ou supermercados, farmácias, lojas diversas, áreas de lazer, ruas, estradas, etc. Ainda tem a energia proveniente das refinarias, do carvão, dos lagos das hidrelétricas, dos insumos agrícolas para o biocombustível, etc.
      O mundo tem 510 bilhões de km2 de área total, sendo 148,9 bilhões de km2 de terra e 361,1 billhões de km2 de água. Portanto, a densidade demográfica é de menos de um habitante por km2 no mundo, mas como vimos, nem toda área terrestre é habitável ou pode ser usada para agricultura e pecuária. Também devem existir áreas destinadas à preservação florestal e à biodiversidade.

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2º Quando um evento reúne uma multidão, surge logo a estimativa do número de pessoas presentes. Quase sempre, quem promove o evento superestima o público presente, se não existir controle de bilheteria ou de portaria.
     A suspeita de números inflacionados fez-me desenvolver estudo da área ocupada por uma pessoa adulta, em formação semelhante à do desenho abaixo:

      Verifica-se que cada um ocupa 0,184m² (0,36m x 0,51m). Uma simples divisão da área (em m²) por 0,184 nos indicará o limite da ocupação, em formação militar ou de passeata.
      No extremo da compactação, como no desenho a seguir, cada um ocupa 0,070m² (0,18m x 0,39m). Uma simples divisão da área (em m²) por 0,070 nos indicará o limite da ocupação.


      A grosso modo, pode-se dizer que, em formação de desfile militar ou de passeata, acomodam-se 6 pessoas por metro quadrado e, em formação compacta (no corredor de um ônibus lotado, por exemplo), 14 pessoas por metro quadrado.


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Um estudo de caso
      Promotores de uma aglomeração carnavalesca alardeavam que estavam reunindo 20.000 foliões na entrequadra da 203-204 Sul, em Brasília. Fui conferir, com a ajuda de foto de satélite, graças ao Google Earth, que a área tem 2.945m² (veja a ilustração abaixo) e que, totalmente tomada, não suportaria além de 16.000 pessoas (2.945÷0,184). As imagens do evento e as observações "in loco" fizeram-me concluir que em nenhum momento a concentração de público atingiu um quarto disso (4.000 pessoas). É bem verdade que, a julgar pela destruição e sujeira deixadas na área, poder-se-ia imaginar que por ali passou uma horda de cinqüenta mil hunos!


Curiosidade

      Sabendo que é possível espremer 14 pessoas em uma área de 1m², podemos imaginar que é teoricamente possível espremer a população mundial (7 bilhões de pessoas) em um quadrado pouco maior do que a cidade de Brasília, pois 7 bilhões ÷ 14 = 500 milhões de m², equivalentes a um quadrado com 22.360m de lado:


      Alguém me perguntou se a população do planeta caberia no estado de Sergipe. A resposta está no item anterior: se a população mundial cabe na cidade de Brasília, muito mais folgadamente cabe no estado de Sergipe, que tem a superfície de 21.910km² = 21,91 bilhões de m². Os 7 bilhões de terráqueos se acomodariam em Sergipe à razão de 0,3195/m², ou pouco menos de 32 para cada 100m², o que significaria uma fileira em que as pessoas estariam a quase 2m de distância uma da outra:


      Por ocasião do réveillon de 2013 (31/12/2012) e da visita do Papa Francisco ao Rio (julho/2013) perguntaram-me se a Praia de Copacabana comportaria 2 milhões ou 3 milhões de pessoas. Eu fui medir a extensão das areias de Copacabana e cheguei à área de 480.000m². E a resposta é sim. A área comporta a aglomeração de 3 milhões de pessoas, com uma densidade de pouco mais de 6 pessoas por m² (densidade de passeata). E, se a multidão tomar também as calçadas e o asfalto da orla, poderemos concentrar ali mais de 4 milhões de pessoas, considerando que a avenida inteira tem cerca de 240.000m² (algo próximo de 4.000m de comprimento x 60m de largura). O que perfaz a superfície de 720.000m² e a capacidade de 4.320.000 pessoas, à densidade de 6/m². Observe-se a ilustração do levantamento da superfície da praia e da avenida:


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Fontes:

- http://www.ecodebate.com.br/2012/08/15/a-populacao-do-mundo-cabe-na-cidade-de-sao-paulo-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

- http://ghiorzi.org/aglom.htm

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Alarmismo ambiental e consumo

05/09/2012 - Veja - 2012

    Muitos previram o fim do mundo nos últimos 200 anos. Thomas Malthus (1766-1834) falava em risco de catástrofe humana. Para ele, como a população crescia em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética, a fome se alastraria. Assim, para controlar a expansão demográfica, Malthus defendia a abstinência sexual e a negação de assistência à população em hospitais e asilos. O risco foi superado pela tecnologia, que aumentou a produtividade agrícola.
    Hoje, o alarmismo vem de ambientalistas radicais. A catástrofe decorreria do aquecimento global causado basicamente pelo homem, via emissões de dióxido de carbono. Em 2006, o governo britânico divulgou relatório de grande repercussão, preparado por Sir Nicholas Stern, assessor do primeiro-ministro Tony Blair. Stern buscava alertar os que reconheciam tal aquecimento, mas julgavam que seria um desperdício enfrentá-lo. O relatório mereceu dura resposta de Nigel Lawson, ex-ministro de Energia e da Fazenda de Margaret Thatcher, hoje no grupo dos “céticos”, isto é, os que duvidam dos ambientalistas. No livro An Appeal to Reason (2008), Lawson atribuiu objetivos políticos ao documento, que não teria mérito nas conclusões nem nos argumentos.
    Lawson afirma que o aquecimento não tem aumentado desde a virada do século e que são comuns oscilações da temperatura mundial. Há 400 anos, o esfriamento conhecido como “pequena era do gelo” fazia o rio Tâmisa congelar no inverno. Mil anos atrás, bem antes da industrialização – que se diz ser origem da mudança climática –, houve um “aquecimento medieval”, com temperaturas tão altas quanto as atuais. “Muito antes, no Império Romano, o mundo era provavelmente mais quente”, assinala. De fato, sempre me chamou a atenção o modo de vestir de gregos e romanos, que aparecem em roupas leves em pinturas da Grécia e de Roma antigas. Nunca vi um deles metido em pesados agasalhos como os de hoje.
    Entre Malthus e os ambientalistas, surgiram outros alarmistas. Em 1968, saiu o livro The Population Bomb, do biologista americano Paul Eherlich, no qual o autor sustentava que o tamanho excessivo da população constituiria ameaça à sobrevivência da humanidade e do meio ambiente. Em 1972, o Clube de Roma propôs o “crescimento zero” como forma de enfrentar a exaustão rápida de recursos naturais. Erlich defendia a redução do crescimento populacional; o Clube de Roma, a paralisia do crescimento econômico. Nenhum dos dois estava certo.
    Em artigo na última edição da revista Foreign Affairs, Bjorn Lomborg, destacado “cético”, prova o enorme fracasso das previsões catastróficas do Clube de Roma. Dizia-se que em uma geração se esgotariam as reservas de alumínio, cobre, ouro, chumbo, mercúrio, molibdênio, gás natural, petróleo, estanho, tungstênio e zinco. As de mercúrio, então sob forte demanda, durariam apenas 13 anos. Acontece que a inovação tecnológica permitiu substituir o mercúrio em baterias e outras aplicações. Seu consumo caiu 98%; o preço, 90%. As reservas dos demais metais aumentaram e outras inovações reduziram sua demanda. O colapso não ocorreu.
    Como o Clube de Roma pode ter errado tanto? Segundo Lomborg, seus membros desprezaram o talento e a engenhosidade do ser humano e “sua capacidade de descobrir e inovar”. Se as sugestões tivessem sido acatadas, meio bilhão de chineses, indianos e outros teriam continuado muito pobres. Lomborg poderia ter afirmado que o Brasil estaria mais desigual e não haveria a ascensão da classe C.
    Apesar de tais lições, volta-se a falar em limites físicos do planeta. Na linha do Clube de Roma, defende-se o estancamento da expansão baseada no consumo de bens materiais. Se fosse assim, inúmeros países seriam congelados em seu estado atual, sem poder reduzir a pobreza nem promover o bem-estar.
    Mesmo que o homem não seja a causa básica do aquecimento, é preciso não correr riscos e apoiar medidas para conter as emissões. Mas também resistir a ideias de frear o consumo. Além de injusta, a medida exigiria impossível grau de coordenação e renúncia ou um inconcebível comando autoritário. Desprezaria, ademais, a capacidade do homem de se adaptar a novas e desafiantes situações.

                                                                                                      Maílson de Nóbrega

Questionário

1- Hoje em dia que pessoas são a causa do alarmismo ambiental? E do que decorreria a catástrofe?

2- Explique o pensamento de Thomas Malthus, quais seriam as causas e as consequências do que ele acreditava? O que ele defendia?

3- Porque o pensamento de Thomas Malthus foi superado?

4- Quem é Nigel Lawson? Quais são seus argumentos?

5- Você concorda com os argumentos de Lawson? Explique.

6- Entre Malthus e os ambientalistas, surgiram outraos alarmistas. Quem são e o que defendiam?

7- O que Bjorn Lomborg provou?

8- Segundo Lomborg, como o Clube de Roma pode ter errado tanto?

9- No texto cita-se o grupo dos céticos, o que você conclui que esse grupo defende?

10- Qual é conclusão  do autor do texto?

11- Qual é a sua conclusão ao ler o texto?

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Desenhos com o tema "Forças da Natureza" das 5º séries

                                     Desenho de Isabela Zampaulo (5ºB)    
                                    Desenho de Isabela Zampaulo (5ºB)
                            Desenho de Laura, Glaúcia e Bárbara (5ºA)

Questionário Guerra Fria


1- Guerra Fria foi o nome dado a um conflito após a Segunda Guerra Mundial (1945) envolvendo dois países que adotavam sistemas político-econômicos opostos: capitalismo e socialismo. Os dois países protagonistas da Guerra Fria são:

a) Estados Unidos e Japão.
b) Inglaterra e União Soviética.
c) União Soviética e Itália.
d) Alemanha e França.
e) Estados Unidos e União Soviética.



2- Discorra sobre as principais características da Guerra Fria.


3- (FMU-SP) O Pacto de Varsóvia, criado em 1955 e extinto em 1991, teve como principal objetivo:

a) Reunir os países socialistas como a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental contra a OTAN.
b) Consolidar a influência soviética sobre os países da Europa Oriental.
c) Conter a influência soviética sobre os países da Europa Oriental.
d) Consolidar a influência socialista na Europa Ocidental.
e) Consolidar a influência capitalista na Europa Oriental.



4-(TERESA D’ÁVILA) A “Guerra Fria” foi a expressão utilizada para caracterizar um tipo de política externa decorrente da:

a) Polarização do mundo em dois blocos político-militares, entre as duas guerras mundiais.
b) Polarização do mundo em blocos interessados na exploração e posse da Sibéria.
c) Polarização do mundo em dois blocos político-militares, após a Segunda Guerra Mundial.
d) Polarização do mundo em dois blocos liderados pela Alemanha, Itália e Japão de um lado e a Inglaterra, Rússia, Estados Unidos e França de outro.
e) A disputa das áreas árticas e antárticas, após a Segunda Guerra Mundial.



5- Quais os dois blocos militares que se formaram durante a Guerra Fria e quais países os lideraram?

a) OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (liderada pelos Estados Unidos) e Pacto de Varsóvia (liderada pela União Soviética).
b) OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (liderada pelos Estados Unidos) e Benelux (liderada pela Bélgica).
c) Pacto de Varsóvia (liderada pela União Soviética) e Tríplice Aliança (liderada pela Alemanha).
d) Tríplice Entente (liderada pelo Reino Unido) e OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (liderada pelos Estados Unidos).



6- (Cesgranrio 94) Marque a opção que apresenta um acontecimento relacionado com as origens da Guerra Fria:

a) Construção do Muro de Berlim (1961).
b) Intervenção militar norte-americana no Conflito do Vietnã (1962).
c) Criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN (1949).
d) Eclosão da crise dos mísseis em Cuba (1962). 

e) Invasão da Baía dos Porcos (1961).


7- Foi uma verdadeira histeria anticomunista nos Estados Unidos na década de 5 caracterizada pela perseguição a artistas, intelectuais e políticos com a criação das Listas Negras e a Caça às bruxas:

a) Doutrina Monroe.
b) Doutrina Truman.
c) New Deal.
d) Watergate. 

e) Macartismo.


8- (FUVEST) Qual das seguintes afirmações explica, sucintamente, o fim da URSS?

a) O regime entrou em colapso porque os dirigentes estavam desmoralizados, desde as denúncias de Kruchev no XX Congresso do Partido.
b) O regime deixou de ser sustentado pelo Exército, adversário tradicional do Partido Comunista.
c) A vitória militar dos EUA na Guerra Fria tornou inviável a manutenção do regime.
d) O colapso do regime deveu-se à crise generalizada da economia estatal, combinada com o fracasso da abertura controlada de Gorbachev.
e) Os líderes soviéticos abandonaram a crença no socialismo e decidiram transformar a URSS em um país capitalista.





terça-feira, 26 de agosto de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Questionário sobre a aula Relevo 2 - Tectonismo e intemperismo


1- Os agentes internos do relevo são responsáveis pela criação ou modificação da fisionomia da paisagem. Um desses agentes é provocado por forças no interior da Terra que atuam de forma lenta e prolongada na crosta terrestre. Entre outras consequências, é capaz de produzir deformações, formação de falhas e de dobramentos na superfície, dando origem a diversos tipos de relevo.
Assinale a opção que corresponde ao agente interno do relevo descrito anteriormente.

a) Movimento tectônico.
b) Epirogênese.
c) Vulcanismo.
d) Desmoronamento.
e) Erosão.

2- Com base em seus conhecimentos sobre a dinâmica de transformação do relevo terrestre, enumere a segunda coluna de acordo com a primeira, identificando a classificação de cada um dos agentes de transformação.

(1) Agentes Endógenos                       (     ) Vulcanismo
                                                             (     ) Intemperismo  
(2) Agentes Exógenos                        (     ) Lixiviação
                                                           (     ) Tectonismo
                                                           (     ) Processos erosivos

A alternativa que corretamente enumera a segunda coluna é:
a) 1-2-2-2-1
b) 1-1-2-2-2
c) 1-2-2-1-2
d) 2-2-1-1-1
e) 2-1-2-1-1

3- Inicialmente, o mundo era um só, existindo apenas um continente denominado Pangeia. Com os passar dos milênios, as ____________________ foram se movimentando, o que proporcionou a fragmentação do gigante continental. Então, dois novos supercontinentes surgiram: a __________________ e a _________________. Mais tarde, as movimentações da crosta continuaram, graças à ação das ____________________, possibilitando a formação dos atuais continentes.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas acima.
a) Placas Tectônicas, Laurásia, Gondwana, camadas litosféricas.
b) Formações Rochosas, Laurásia, Gondwana, células de convecção
c) Placas Tectônicas, Eurásia, Antártida, movimentações pedogênicas.
d) Formações Rochosas, Eurásia, Hierópolis, movimentações pedogênicas.
e) Placas Tectônicas, Laurásia, Gondwana, correntes de convecção.

4- Do ponto de vista tectônico, núcleos rochosos mais antigos, em áreas continentais mais interiorizadas, tendem a ser os mais estáveis, ou seja, menos sujeitos a abalos sísmicos e deformações. Em termos geomorfológicos, a maior estabilidade tectônica dessas áreas faz com que elas apresentem uma forte tendência à ocorrência, ao longo do tempo geológico, de um processo de:

a) aplainamento das formas de relevo, decorrente do intemperismo e da erosão.
b) formação de depressões absolutas, gerada por acomodação de blocos rochosos.
c) formação de canyons, decorrente de intensa erosão eólica.
d) produção de desníveis topográficos acentuados, resultante da contínua sedimentação dos rios.
e) geração de relevo serrano, associada a fatores climáticos ligados à glaciação.

5- Quais os nomes de limites que podem existir entre as placas tectônicas?

6- O que é intemperismo? Explique.

7-  Descreva o padrão de porte de solo de lugares com climas úmidos.